Miguel Sousa Soares escreve sobre as estruturas de poder que moldam o futuro da Europa antes de chegarem às notícias.
Ensaios, artigos e intervenções sobre o poder que se exerce antes de se anunciar.
Quando Deixarmos de Ser a Inteligência Superior
Como se controla, para sempre, algo mais inteligente do que nós? Controlar exige prever. E o menor não pode conter o maior.
Durante toda a história estivemos no cimo de uma escada sem degrau acima.
Um mapa desses não é um mapa. É outra cidade.
O Que Será de Nós?
Em 1914, Henry Ford percebeu que uma fábrica não podia tratar o homem que a fazia funcionar apenas como custo. Durante um século, salário, consumo e Estado fecharam um circuito. A inteligência artificial pode desligá-lo, e ainda mal começámos a preparar o que vem a seguir.
A máquina substitui o trabalhador no posto, mas não no circuito.
Ler a peçaRoma e Bruxelas, Entre a Palavra e o Silêncio
A Magnifica Humanitas faz pela inteligência artificial aquilo que a Rerum Novarum fez pela revolução industrial. A diferença é que, desta vez, é Roma quem chega primeiro.
Roma já respondeu. Resta saber se Bruxelas tem o vocabulário para a ouvir.
Ler a peçaA Fábrica Invisível do Pensamento
A inteligência artificial prometeu tornar o pensamento barato e imaterial. Mas por trás de cada resposta há chips, energia, dívida, data centers e uma nova geografia do poder.
Ler a peçaA Encíclica Que Não Era Sobre Inteligência Artificial
A primeira encíclica do Papa sobre inteligência artificial foi lida como um sermão contra os perigos da máquina. É outra coisa: o mapa de quem manda na nova era. E a Europa não está nele.
Ler o ensaioA Deslocalização Que Ninguém Vê
A deslocalização deste século não atravessa fronteiras. Atravessa funções.
Ler a peçaA IA Não É uma Revolução Digital. É uma Revolução Energética
A inteligência artificial entrou na nossa vida como revolução digital. Mas, à escala a que está a crescer, já se comporta como uma revolução energética.
Ler a peçaA Europa decide muitas vezes
no momento em que julga
não estar a decidir nada.
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