Visão · Ensaio · 5 de junho de 2026
A Fábrica Invisível do Pensamento
A inteligência artificial prometeu tornar o pensamento barato e imaterial. Mas por trás de cada resposta há chips, energia, dívida, data centers e uma nova geografia do poder. A pergunta já não é apenas se substituirá o humano. É quem paga a fábrica que tenta imitá-lo.
Excerto
A primeira fábrica do pensamento artificial não tinha chaminés. Tinha um sino de abertura no Nasdaq.
Na manhã de 28 de março de 2025, quem o tocou foi Michael Intrator, fundador e CEO da CoreWeave. O ritual era conhecido: ecrãs acesos, empregados alinhados, executivos sorridentes, uma empresa privada a atravessar a fronteira simbólica que a transforma numa promessa pública.
Publicado originalmente na Visão. Esta página reúne os elementos bibliográficos e um excerto do texto.